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19 maio 2014

Prohibited Love - Último Capítulo - Prohibited Love

Forever And Ever

5 anos depois

Jennet´s P.O.V.

-Mamãe, quem é esse?

Sorri fraco olhando para o porta-retrato, onde continha uma foto minha e de Justin, não acredito que aquele babaca não estava aqui para ver tudo isso.

-Ele é seu pai minha querida. –me agachei para ficar do tamanho de Miley.
-Mais onde ele está mamãe? –aquilo me doía o coração.
-Ele está descansando filha. –peguei o porta-retrato de um lado e ela do outro.
-Descansando de que mamãe? Eu nunca vi o papai, e na foto ele é tão bonitinho.

Uma lágrima escorreu, não acredito que já se passaram CINCO anos, ele ainda estava deitado naquela maldita cama em coma irreversível, várias vezes me perguntaram se poderiam desligar os aparelhos porque as chances dele acordar já eram menos do que mínimas, e eu sempre respondia ‘’não’’. Se Justin não desistiu de mim quando eu mais precisei, então eu não irei desistir dele agora quando ELE está precisando. Eu olhava para Miley e me lembrava do Justin, ela era a cara dele, acho que só servi para ficar nove meses gorda.

-Ele está descansando para poder brincar com você depois meu amor, ele precisa de muita energia para brincar com você. –enxuguei minhas lágrimas.
-Tomara que ele acorde logo, eu quero ver meu papai, quero abraçar ele e dar um beijo nele.
-Eu também meu amor. Eu também.

Fiquei observando o porta-retrato, me vieram as imagens de Justin em minha cabeça... O seu olhar penetrante... Seus toques suaves... Sua voz enrouquecida... Seu beijo molhado... Seu sorriso... Seus lábios macios como pétalas de rosas... Justin era minha droga, ele era viciante, mais viciante que entorpecentes. Eu não acredito que talvez eu nunca mais o sinta que talvez eu nunca mais o veja sorrindo com seus dentes brancos e bem alinhados, talvez nunca mais olhe em seus olhos e me perca naquele castanho mel, talvez nunca mais ouça sua voz. Eu temia todos os dias não ter que ouvir ‘’sinto muito, Justin Bieber acaba de falecer’’. As palavras em minha mente me faziam arrepiar e um vazio dentro do meu coração surgir, sem o Justin, acho que eu não tinha mais razão de viver, não teria mais o que sonhar, acho que a morte seria meu único caminho. Sai dos meus pensamentos e guardei novamente o porta-retrato naquela estante empoeirada, admirei-o por alguns segundos e dei um risinho abafado lembrando algumas coisas idiotas que ele fazia.

-Mamãe, to com fome. –Miley me fez ‘acordar’.
-Já está na hora do almoço minha querida, venha comer um pouco, depois vamos ver um pouco de TV juntas, hoje vai passar O Gigante de Ferro, lembra? –peguei aquele mine projeto de gente no colo.
-É verdade... VAMOS COMER! –ri.

Coloquei Miley em sua cadeira alta, ponhei um pouco de lasanha em seu pratinho de plástico com a imagem de alguns ursinhos no fundo.

-Coma tudo minha princesa. –beijei o topo de sua cabeça, os cabelos de Miley eram loiros castanhos iguais ao de Justin

Estava sem fome, eu não comia muito desde o dia em que eu soube que o Justin entrou em coma, Alice chegou a ficar comigo por um ano, eu não me cuidava direito e com certeza não conseguia cuidar da Miley, cheguei a ficar com desidratação, fui parar no hospital não sei quantas vezes, dei alguns sinais de depressão e comecei a me cortar. Mais depois de um tempo eu comecei a pensar mais no Justin do que em mim, me concentrei em cuidar da Miley e de mim mesma, nunca levei a Miley ao hospital para ver o pai, tinha medo de que ela pudesse compreender mal e acabar ficando com algum problema psicológico, mais eu, sempre que podia, visitava o Justin, ele continuava o mesmo, sempre cheio de fios e tubos que levavam oxigênio até ele, sempre rezava ao lado dele na esperança dele poder me ouvir e abrir os olhos e mostrar ao mundo que tudo é possível se você ter fé e acreditar. Fui até a sala, peguei o porta-retrato novamente, admirei a fotografia, eu não sabia se chorava ou se sorria vendo a foto, parecia que era EU que estava em meio á uma escuridão, deixei algumas gotas de lágrima caírem no porta-retrato.

-Mãe, acabei! –Miley apareceu correndo na sala, limpei minhas lágrimas rapidamente.
-Tudo minha filha? –dei um sorriso um tanto falso.
-Tudo mamãe! Posso ver o filme?
-Claro que pode. –ri e entreguei o controle á ela.

Eu não estava com a mínima vontade de largar aquela foto, era como se fosse um tesouro que valia milhões, na verdade, mais do que milhões.

Valia mais do que uma vida.

Concentrei-me na foto e no sorriso que o Justin continha nos lábios, ele era tão perfeito, talvez não fosse perfeito por dentro, mais por fora, ele parecia ser uma obra de arte que ganhou vida, um anjo que caiu do céu, e ele teve que cair justamente em meus braços. Sorri feito uma boba vendo a foto, me pergunto se isto é realmente normal. Quando estava pronta para guardar o porta-retrato meu celular tocou, era Alice.

-JENNET! –a voz dela estava trêmula.
-Alice? O que houve?

Arregalei meus olhos, e deixei o porta-retrato cair no chão fazendo ele se quebrar em vários pedaços, grandes e finos. Várias lágrimas surgiram em meus olhos.

Não acredito que isso realmente aconteceu.

Justin´s P.O.V.

Eu não sabia bem, para mim eu estava morto. Minha mente gritava meu corpo não se movia, eu tentava de tudo, mais de nada adiantava, algo parecia pesar em cima de mim, como uma pedra me esmagando, meu corpo estava morrendo aos poucos, minha cabeça pesava mais de cem quilos, para mim. Eu não sabia se estava cociente ou inconsciente, tudo estava confuso, eu conseguia ouvir algumas vozes, mais não era sempre, sempre ouvia palavras estranhas como ‘’desligar’’, ‘’morrer’’, ‘’esperanças’’. Mais a palavra que eu mais ouvia era um ‘’NÃO’’. Sempre dito de forma firme e confiante. Aquilo me intrigava, porque eu conseguia ouvir essas palavras mais não conseguia fazer outra coisa? Parecia ser um pesadelo, a escuridão sempre ficava presa aos meus olhos, parecia ser a morte, esperando o momento certo para me levar, mais eu nunca deixei ela me levar. Tentei ser forte o bastante para me livrar da escuridão, tentei abrir meus olhos, mais só o ato de querer abri-los fazia minha cabeça latejar e doer como nunca, sentia como se tivessem acertado uma pedra em minha cabeça. Tentei mais uma vez, consegui abrir um mísero milímetro e uma luz forte invadiu minha visão, fechei meus olhos com força, o que fez minha cabeça doer novamente, comecei a tomar sentido de algumas partes de meu corpo, senti um movimento em minha volta, era assustador. Esperei aquela estranha movimentação passar, eu não conseguia abrir meus olhos, tudo em minha volta doía, mais uma parte de mim gritava ‘’VAMOS JUSTIN, SEJA FORTE’’. Tentei abrir meus olhos, e mais uma vez àquele tenebroso clareado invadiu minha vista, mais desta vez consegui suportar, pisquei meus olhos para aliviar um pouco a dor que ainda invadia minha cabeça, foi quando tive a visão de uma garotinha de lindos cabelos longos louros castanhos, olhos cor de mel, pele branca feito a neve e a boca delicadamente rosada, ela parecia ter entre quatro e cinco anos de idade, e o mais espantoso, ela se parecia comigo, eu não entendi muito bem o que estava acontecendo, foi quando vi ela. Seus longos cabelos morenos, seus olhos castanho escuros, sua boca delicadamente desenhada e seu rosto perfeitamente esculpido. Jennet Mackenzie.

-Justin... –a voz dela estava trêmula, seus olhos estavam encharcados, eu não estava entendendo nada, Jennet me deu um abraço apertado.
-Jennet... –minha voz soou fraca.

Aquela criancinha me olhava espantada, e eu tinha uma leve impressão de que eu já a conhecia. Ela se aproximou de mim e esticou sua pequena mão, levantei minha mão com um pouco de dificuldade, foi quando nossas mãos se encontraram uma com a outra, senti um leve choque percorrer meu corpo, e a menininha arregalou seus olhos cor de mel.

-Papai? –aquelas palavras me fizeram congelar, como assim? Eu... Não é possível.
-Filha? –falei sem acreditar, da última vez que vi a Miley ela estava dentro da barriga de Jennet, e sim, eu lembro o nome dela.

Ela se aproximou de mim e tocou suas delicadas mãos em meu rosto, deixei uma lágrima cair, aquilo me espantou, Miley estava tão grande, ela era linda.

-Justin, você se lembra da sua filha Miley? –Jennet segurou minha mão.
-Lembro mais da última vez que a vi... Ela estava dentro de sua barriga... Como...

A porta daquele quarto, o que me parecia ser mais um hospital, abriu e uma mulher loira usando um jaleco branco se aproximou de mim.

-Olá Justin, sou Isabella, sua médica, vou lhe fazer algumas perguntas, veja se consegue se lembrar. –aquilo estava estranho e confuso, como assim ‘’me lembrar’’? –Você sabe seu nome completo?
-Justin Drew Bieber. –respondi como se fosse óbvio.
-Sabe quando nasceu?
-Primeiro de março de noventa e quatro. –aquilo já estava me enjoando.
-Em que ano estamos?
-Dois mil e quatorze. –observei Jennet rir. –Qual o problema?
-Na verdade estamos em dois mil e dezenove. Você acabou de acordar de um coma irreversível, que por milagre durou apenas cinco anos. –arregalei meus olhos.
-Isso quer dizer que eu já estou com vinte e seis anos?
-Sim Justin, e nossa Miley já está com cinco anos. –olhei bem para Miley e sorri.
-Não acredito que fiquei ausente por cinco anos, eu nem vi minha pequena crescer. –acariciei os cabelos sedosos de Miley.
-Você não teve culpa, você estava em coma, e não foi culpa de ninguém, o importante é que você está bem. –senti seus lábios sedosos tocar os meus não acredito que fiquei cinco anos sem sentir seus lábios delicados nos meus.
-Pai... Você vai brincar comigo? A mamãe disse que você estava descansando para brincar comigo, isso era verdade não é? –ela fez um biquinho irresistível, sorri de orelha á orelha.
-Sim filha, isso é verdade, eu já dormi bastante, e agora eu acordei só para brincar com você meu amor. –tive força suficiente para colocar Miley em meu colo, beijei seu rosto que parecia um algodão de tão macio.
-Eu nunca te vi papai, você é tão lindo... Seus olhos são iguais aos meus, seu cabelo também, seu nariz... Menos minha boquinha que é igual da mamãe. –foi impossível não abrir um sorriso.
-Você é muito linda filha, parece uma princesa, e você é minha cara.
-Só servi para parir mesmo. –Jennet cochichou.
-Deixa de besteira. –ri. Ela não havia mudado nada MESMO!

Fiquei curtindo MINHA família, eu não acredito, eu durmo por cinco anos e quando acordo vejo as pessoas que eu mais amo nesse mundo, Miley era uma boneca, ela havia pegado o celular de Jennet e tirado fotos comigo, cada uma delas fazendo caretas, eu ria a cada foto que ela tirava, Jennet sorria e dava algumas risadas, minha ficha ainda não tinha caído, eu estava segurando MINHA filha nos meus braços, era como se eu estivesse em outro mundo, um mundo mais delicado, e eu estava cociente de que a partir de agora, eu terei uma nova vida. A porta do quarto se abriu novamente.

-Senhor Bieber, o senhor tem visitas. –senhor o caralho, ainda sou novo.
-Finalmente a bicha loira acordou! Trouxe balões de boas vindas. –Christian entrou com vários balões coloridos na sala.
-Gazela! Acordou! Trouxe flores para você amor. –Ryan estava com um buquê de rosas brancas.
-Só vim te ver. –Chaz se sentou na cadeira reclinável.

Tampei os ouvidos da Miley.

-Bando de viado corno! –mandei dedo para os três.
-Imagino a educação que você vai dar á sua filha Justin. –Alice entrou na sala, e para minha surpresa, seu cabelo estava pintado de rosa claro.
-Alice? É você mesma? Cadê a loira burra de sempre? –falei rindo.
-Olha só quem diz idiota. –ela me mandou dedo.
-Rebeldia...
-Soul Rebel babe!

Eu e Jennet se olhamos e caímos na risada. Cinco anos inativo, devo ter perdido muita coisa.

Muita coisa mesmo.

Jennet´s P.O.V.

Eu não conseguia acreditar, as chances de Justin eram praticamente zero, mais quando eu atendo o celular recebo a notícia de que ‘’Justin acordou’’, e quando ele abriu seus olhos, que confesso, não lembrava mais de sua cor penetrante, eu não consegui acreditar. Ele estava bem, estava vivo, estava ali. E logo depois de acordar ele já deu aquele sorriso perfeito que só ele tem, eu não consegui controlar minhas emoções, parecia ser muita coisa para minha cabeça.

-Pai! Pai! O tiú Christian disse que você é chato.
-Ah, tio Christian é um bocó. –Justin o fuzilou com os olhos, ri da situação.
-Só disse a verdade cara, sua filha precisa te conhecer.
-Mais a deixe descobrir sozinha. Não liga pro tio Christian filha, ele é bobo e não sabe o que fala. –Justin beijou a testa de Miley.
-Quando você vai embora daqui? Já cansei de ficar aqui? –Alice reclamou colocando os pés em cima da mesinha que havia no quarto.
-Oh, revoltada, ele deve ter alta hoje mesmo. Depende do estado de saúde dele. –falei impaciente.
-Ótimo, não agüento mais ficar vindo nesse hospital quase todo dia da semana.

Ri, com certeza Justin teria que saber de muitas coisas.

[...]

No outro dia Justin recebeu alta, ele estava andando um pouco engraçado, acho que estava se acostumando a ficar de pé.

-Puta que pariu que fome. –olhei pro Justin e dei um tapa em seu ombro.
-Não xinga perto da sua filha sua anta.
-Briga de casal, cadê meu cafezinho? –Chaz revirou os olhos.
-Chaz, tem uma cafeteria bem ali olha. –Justin apontou e todos caíram na risada.
-Vai se ferrar cara.
-Já me ferrei, acabei de acordar de um coma.
-Isso na verdade tem outro nome, e se chama, tomar no cú.

Rimos, as piadas irônicas de Alice eram as melhores.

-E agora? –Justin perguntou meio confuso.
-Todos vamos para nossos cantou e quem sabe, hoje a noite podemos nos encontrar? Soube que vai rolar uma festinha por aqui... –Ryan olhou para cada um de nós.
-Sinto muito Ryan, sou um homem de família agora, e tenho que recuperar um bom tempo perdido com minha família. –Justin me olhou seguido de um sorriso, retribui com um selinho.
-Tudo bem paizão, agente se vê algum dia.

Todos nós nos despedimos, Justin e eu fomos até um parque com Miley, o clima estava agradável, com certeza o outono estava próximo, a paisagem alaranjada, folhas caindo lentamente, a grama esverdeada com um toque de marrom, o vento soprava gelado, mais nada que alguns agasalhos impedissem o frio de nos atrapalhar. Justin e eu sentamos debaixo de uma árvore com uma sombra fraca, Miley brincava com algumas folhas que estavam no chão, pegando-as em suas mãos e jogando para cima. Sentei com as costas apoiadas no peitoral dele.

-Justin...?
-Jennet...?
-Eu te amo. –falei olhando ele de canto.
-Você se apaixonou pelo Justin ou pelo criminoso?
-Acho que os dois, sem o Justin não existira o criminoso e sem o criminoso não existiria o Justin.

Ele sorriu.

-Justin, qual foi seu pior crime?

Vi ele sorrir de orelha a orelha, em seguida me fazendo virar e encarar seus olhos selei nossos lábios.

-Meu pior crime? Amar demais alguém proibido.

The End...?

12 maio 2014

Prohibited Love - Capítulo 29 - Don´t Forget Me

 

Não se esqueça de mim
Justin´s P.O.V.

As meninas haviam saído, eu estava em casa sozinho, resolvi fazer certa pausa, fui para a sala de meditação da Jennet, sim, ela exigiu que eu mandasse construir um lugar de meditação para ela, na verdade era um tipo de jardim dentro de casa, tinha uma pequena fonte com peixes, algumas plantas, várias orquídeas penduradas atrás da fonte, era um ambiente agradável e calmo, perfeito para alguém relaxar. Tinha uma caixa de som ali, só com músicas em instrumentos como flauta, piano entre outros, a Jennet sempre colocava aquelas músicas pra relaxar, ela dizia que fazia bem para o bebê e para ela, o que eu não faço pelas minhas garotas? Peguei um colchonete (rosa ainda por cima) e liguei o som, surgiu uma música ao som de piano, tirei minha camisa e me sentei de pernas cruzadas, fechei meus olhos e respirei fundo, soltei o ar devagar, me concentrei apenas na música. O ritmo, a suavidade, e a sintonia da música com minha respiração. Realmente isto ajuda a relaxar. Eu consegui esquecer tudo e todos. Parecia que meus problemas haviam evaporado de um minuto para o outro. A música ainda rolava quando meu celular começou a tocar, mais que merda, bem agora que eu consegui relaxar um pouco? Vi que era o Chaz desliguei a música, era melhor atende-lo.

-CARA CADÊ VOCÊ? –Chaz havia me ligado, ele estava nervoso.
-Abaixa o tom da voz, por favor, estou tentando por a mente em outro lugar.
-FODA-SE ONDE VOCÊ QUER COLOCAR SUA MENTE! SÓ ME OUÇA!
-Fala logo caralho, eu to tentando relaxar um pouco. –perdi a paciência, não é fácil lidar com Chaz.
-VOCÊ ESTÁ PENSANDO EM RELAXAR? SUA MULHER FOI SEQUESTRADA E VOCÊ ESTÁ QUERENDO RELAXAR BIEBER?

Aquelas palavras me fizeram sufocar, eu perdi todos os meus sentidos de um segundo para o outro, como se meu mundo tivesse despencado e não sobrado mais nada, meu coração? Estava prestes a sair pela boca de tão forte que estavam meus batimentos.

-Co-como assim? A JENNET FOI SEQUESTRADA? –gritei desesperado, eu sabia que algo ruim iria acontecer, nunca mais duvido de mim.
-A ALICE ME LIGOU! ELA ESTAVA COMA JENNET QUANDO ACONTECEU TUDO CARA! DISSE QUE OS HOMENS ESTAVAM ARMADOS, ELA DISSE QUE TENTOU PROTEGER A JENNET MAIS ACABOU LEVANDO UM TIRO NO OMBRO.

Merda! Merda! Merda! Merda! Merda! Eu já deveria saber essa porra não colava bem em nenhum sentido, eu deveria ter mandado os seguranças quando tive chance, agora Jennet foi seqüestrada e a culpa também é minha de não ter ido junto!

-ELA DISSE ONDE ESTAVA? –peguei minha camisa vestindo-a depressa.
-Parece que ela estava na cafeteria central da cidade.
-E NENHUMA POLÍCIA VIU NADA? –bando de merda.
-Se viram estão com preguiça de pisar no acelerador. –revirei os olhos.
-NÃO É HORA PARA PIADINHAS, ME ENCONTRA NA CAFETERIA!

Desliguei sem ao menos esperar uma resposta, eu estava com as mãos tremendo, a vontade de chorar estava ali presa na minha garganta. O nervosismo corria no meu sangue, e a cada vez que eu lembrava disso, coisas horríveis iriam aparecendo na minha mente, peguei as chaves do meu carro, fui em disparada para a cafeteria.
Meu Deus não deixe que nada aconteça a Jennet, eu que deveria estar pagando esse preço, não ela e nem a Miley.

Jennet´s P.O.V.

Meu corpo tremia feito uma vara de bambu em meio a um vento forte, tudo bem, porque eu me comparei a um pau de bambu se eu estava gorda igual á uma baleia? Minha vista estava escuro devido á venda que em colocaram no rosto, eu choramingava, gritava socorro por dentro de mim, eu queria tirar aquele pano da minha boca para gritar o nome do Justin, mais com as mãos amarradas, isso não seria nada fácil mesmo. O medo estava tomando conta do meu corpo, eu estava com medo de perder a Miley, minha vida nem importava para mim naquele momento, eu só rezava para que a Miley ficasse bem.

-O chefe vai gostar muito de te rever Srta. Mackenzie, e com certeza ficará feliz em saber desse lindo presente que o Justin teve a honra de lhe dar. –ouvi uma voz masculina e em seguida senti um toque na minha barriga, aquilo me fez gelar de vez.

Como assim? Rever? Quem iria me rever? Eu estava sendo seqüestrada para reencontrar alguém? Que merda é essa? Ouvi o barulho do carro freando com brutalidade me fazendo inclinar para frente.

-Pega ela e a leve para o quartinho, tire apenas a venda de seus olhos e o pano de sua boca. –ouvi outro homem falar, aquilo me deu mais medo ainda.

Senti alguém me segurar no colo de maneira desconfortável me fazendo sentir um pouco de dor, ouvi uma porta ser aberta num chute, sentei em algo duro, me parecia ser madeira, senti minhas mãos serem amarradas aquela madeira, acho que era uma cadeira, meus pés também foram amarrados, o pano em minha boca foi desamarrado e a venda dos meus olhos tirada, percebi que eu estava em um quartinho imundo, com uma luz que piscava a cada segundo, vi um homem alto e moreno na minha frente, congelei, eu queria gritar mais a voz não saia.

-Desculpe a bagunça Srta. Mackenzie, mais infelizmente a empregada está morta. –ele deu um riso maléfico, aquilo me fez arrepiar dos pés a cabeça.

Ele saiu daquela sala, me pus a chorar, porque eu estava ali naquela merda? Por quê? Eu não sabia onde ponhar a cabeça, se me concentrava em me salvar tentando me soltar daquelas cordas, se gritava feito uma louca chamando o Justin, ou pelo menos tentar proteger apenas Miley. Chorei, eu queria sair dali, queria provar que aquilo poderia ser um tremendo engano, e que confundiram com outra pessoa, e que eu voltaria correndo para os braços calorosos do Justin. Tentei me mover mais àquelas cordas estavam muito bem amarradas, não tive outra escolha.

-SOCORRO! POR FAVOR! AJUDEM-ME! –gritei o mais alto que pude, minhas cordas vocais chegaram a arder.
-CALA A BOCA SUA VAGABUNDA SE NÃO EU ENTRO AÍ E LHE PASSO A FACA NA GARGANTA. –um homem gritou do outro lado da porta batendo na mesma.

Chorei, eu queria entender o porquê disso tudo. Que merda! Ouvi a porta ser destrancada...

-Você...? –arregalei os meus olhos na hora, surgiu certa raiva em meu peito, eu estava mais que certa do que ele queria.
-Eu mesmo minha queria, gostou da surpresinha? –David ponhou aquelas mãos em meu queixo, aquilo me deu um nojo completo.
-Vai se ferrar seu filho da puta! –cuspi em seus pés.
-Onde está aquela dama que conheci aquela noite? –ele agarrou meus cabelos me fazendo olhá-lo- Ah é. Ela me traiu salvando seu namoradinho.

Senti algo como um corte em meu rosto, o que me fez chorar ainda mais.

-Me desculpe, esqueci que não devo bater em princesas como você.

Olhei com raiva, eu não conseguia pronunciar nenhuma palavra por conta do medo e do nervosismo, eu sabia que um passo infalso e eu poderia estar morta.

-E o que é isso? Vejo que Justin lhe deixou um presente, sem dúvida o presente mais lindo que Justin Bieber poderia dar a uma garota não é? –David pegou uma faca e apenas pressionou a pontinha em minha barriga.
-NÃO POR FAVOR! –finalmente consegui deixar algumas palavras saírem.
-Porque não? Que eu saiba, Justin é tão frio como gelo e mais amargo que uma noite de inverno, e com certeza ele não aceitou esse filho. –a faca permanecia ali.
-Não! Você está enganado! Quem não queria era eu, Justin foi o primeiro que aceitou essa criança, nos separamos e voltamos novamente, e nesse tempo longe dele eu percebi o quanto esse filho é importante para nós dois. É fruto do nosso amor. –as lágrimas escorriam sem parar.
-Fruto? Amor? Não me faça rir minha cara, Justin nunca amou de verdade, ele apenas finge que ama e um dia larga as garotas na rua, ele nem ligava se elas estavam grávidas dele ou não...
-Por favor, não! O Justin não é assim, eu o conheço muito bem, isso não é verdade... –aquelas palavras estavam me amedrontando.
-Como sabe se isto é realmente verdade? Justin também é um mentiroso completo. Se eu fosse você, não colocaria muita fé nele, você não pode esperar nada de Justin Bieber.

David saiu daquele quarto imundo, e ele me fez pensar um pouco, e se tudo o que ele disse foi verdade? Quando eu conheci o Justin ele era o santinho, viajamos naquele avião, como amigos, e fizemos brincadeiras juntos, depois ele foi mudando sua personalidade como uma pessoa bipolar, e agora ele voltou a ser aquele Justin doce. Meu Deus me ajude!

Justin´s P.O.V.

-QUE MERDA ALICE! EU CONFIEI EM VOCÊ! –eu gritava nervoso, estava tremendo feito um louco.
-JUSTIN ENTENDE! EU FIZ DE TUDO PARA AJUDAR A JENNET, MAIS EU TOMEI UM TIRO! EU PODERIA TER MORRIDO! E AÍ SIM VOCÊ NÃO IRIA SABER O QUE ACONTECEU MESMO COM A JENNET.

Andei de um lado para o outro com a mão na cabeça, tantas coisas que passavam pela minha cabeça, e eu só pressentia o pior de tudo!

-A culpa também é minha por ter sido um idiota e não ter ido junto dela, eu também sou culpado! –falei indignado.
-Justin, deixa disso cara, a culpa não é sua, você não pode saber do futuro, assim como ninguém no mundo, a culpa não é sua! –Alice tinha uma voz suave, estranho, ela tinha o dom de deixar tudo um pouco melhor.

Suspirei.

-Chaz, liga pro Ryan, veja se ele consegue rastrear o carro, você lembra a aparência do carro Alice?
-Justin, meu caro, eu decorei a placa do veículo. –até que para uma loira, ela é bem espertinha.
-Melhor ainda, tente rastrear essa merda, eu preciso de alguns brinquedinhos, logo estaremos sujos de líquido vermelho. –entrei em meu carro e sai cantando pneu.

Dirigi a mais de 240 km/h ao som de Scary Monsters And Nice Sprites, precisava fazer uma visitinha á um velho amigo na casa de armas. Fazia curvas violentas pela cidade toda, minha cabeça não parava e com isso eu afundava mais o meu pé no acelerador, quando vi já estava correndo a mais de 300 km/h. Achei a maldita loja do Josh, aquele viado sempre se escondia com sua loja nos becos de Manhattan. Entrei dentro daquela loja, e como sempre, lá estava o velho Josh, com aquela barbicha que cobria parte do seu rosto, com os pés na mesa e fumando um cigarro. Ele não havia mudado nada, nem depois de cinco anos.

-Josh, você não tem jeito não? Nem depois de cinco anos você não mudou nada. –ri debochado.
-E você Bieber? Ainda usa aquela franjinha de viado e ainda diz que não pode beber porque seu corpo não aceita?
-Vai se foder cara! –rimos juntos.
-O que veio fazer aqui? Pelo que anda rolando, você virou santo e agora será pai. –como ele soube disso tudo? Viado!
-Eu nunca disse que fui santo, apenas me arrumei. E sim, eu vou ser pai, e agora essa parada ta fodida pro meu lado.
-Como assim?
-Olha não tenho tempo para explicações, já que você vai descobrir tudo mesmo. Eu só preciso de alguns brinquedinhos Josh.
-O Sex Shop é do outro lado da cidade viado. –ele riu debochado.
-Vai se foder, você entendeu o que eu quis dizer.
-Fala aí seus brinquedos.

Comprei mais de cinqüenta armas de diferentes tipos, das mais simples, ás mais sofisticadas. Josh era um puto, conseguia até armas militares, não sei como o filho da mãe conseguia arrumar aquilo tudo. Comprei o que era preciso além de muitas balas de prata. Recebi uma ligação de Chaz.

-Fala caralho.
-Conseguimos rastrear o carro, você conhece bem o local Bieber.

Aquelas palavras já me faziam sentido de tudo, e claro que eu já sabia onde ela estava, mais o melhor era esperar todos chegarem, melhor do que eu me ferrar sozinho.

Jennet´s P.O.V.

Ficar naquele lugar me dava mais nojo do que qualquer coisa nessa vida. A luz que já não servia para nada estava se apagando aos poucos, havia tocas de ratos nos cantos nas pareces, pedaços de jornais velhos no chão, restos de comida e muito mofo, o que deixava o ar pior do que já era. Eu estava fraca, minhas forças iam se esgotando a cada minuto que se passava, eu rezava o tempo todo para que nada acontecesse com minha Miley. Vi a porta ser aberta, aquele filho da puta estava com um sorriso nos lábios.

-Qual a graça caralho? –eu e meu orgulho, um dia eu morro.
-Você, você ai amarrada feito uma idiota esperando que seu namoradinho vá vir salvá-la e vocês serão felizes para sempre. Sinto muito lhe informar queria, mais a vida não é um conto de fadas, a vida não termina em felicidade.
-Eu por acaso falei algo do Justin? O que você tem contra ele, posso saber? –perguntei indignada.
-Lamento mais isso é pessoal princesa.
-Se a coisa é com ele, porque me seqüestrar? Fala-me!
-Isso é simples... –ele segurou em meu queixo, mais eu virei meu rosto- Você é um pedaço da vida de Justin, e com certeza ele não vai deixar essa vida morrer, não é?
-Vida do Justin? Há pouco tempo estava falando que o Justin era um falso. –perguntei sem entender nada.
-As pessoas mentem querida.
-O Justin também não é tão idiota assim...
-Veremos.

Ele saiu daquela sala imunda, eu continuava lutando para me soltar dali. Ouvi vários tiros vindos do lado de fora, aquilo me amedrontou mais ainda, comecei a sentir dores fracas, eu estava suando frio, agora era a hora certa para gritar Justin!

Justin´s P.O.V.

Todos nós estávamos reunidos, tinham uma estratégia para entrar naquela miserável casa, mais nada garantia que nós não levaríamos chumbo.

-É o seguinte, temos que tentar matar todos os seguranças primeiro, para depois tentarmos matar David, a coisa não é fácil, parece que tem mais de trinta seguranças espalhados pela casa. –falei quase num sussurro.
-Ta cara mais e a Jennet? –Christian, sempre o questionador.
-Vocês resgatam a Jennet, deixem o David comigo. Eu estou louco para estourar a cabeça daquele filho da puta. –destravei minha arma.
-Perfeito, e quando entraremos em ação? Já está anoitecendo... –cortei Ryan com um sorriso.
-Exatamente em três, dois, um... FOGO!

Saímos de onde estávamos escondidos (duas moitas bem estreitas, milagre ninguém ter nos visto) e começamos a atirar feito malucos, aquilo estava virando um verdadeiro banho de sangue, já tinham mais de quatorze seguranças mortos.

-VOCÊS CUIDEM DO RESTO! EU VOU ATRAZ DE DAVID! –gritei e atirei em mais seguranças.

Corri pela aquela casa, as paredes brancas já estavam repletas de líquido vermelho, o cheiro de sangue dominava o ar, aquilo parecia ser o paraíso de um psicopata, a cada porta que eu chutava ficava mais nervoso e amedrontado, talvez Jennet poderia não estar ali, mais essa hipótese era pouco provável, se ela não estivesse aqui, porque tantos seguranças? Finalmente chutei a última porta.

-NEM MAIS UM PASSO BIEBER!

Meu corpo congelou de vez, David estava com Jennet em seus braços e havia uma faca em seu pescoço, não me movi um milímetro sequer.

-Justin, por favor saia daqui. –Jennet estava chorando, e quase não tinha forças para falar.
-NÃO! EU NÃO VOU TE DEIXAR! –apontei a arma para David.
-Ah! Abaixe essa arma mocinho, não vai querer ver o sangue escorrer pela garganta dessa vadia.

O olhei com ódio e abaixei minha arma.

-Sabe Justin, é tão fácil te dominar...
-Não cante vitória antes da hora David, o mundo dá voltas
-Tem razão, e você deu a volta junto do mundo não é?
-Solte a Jennet. –encarei-o.
-Você quer que eu a solte? Bom...

Eu já entendia tudo pelo olhar dele, destravei minha arma, dei um risinho. David jogou Jennet no chão e atirou contra mim, por pouco não fui atingido, atirei contra ele e consegui acertar seu ombro.

-FOGE JENNET! FOGE! –gritei desesperado.
-JUSTIN E VOCÊ?
-NÃO INTERESSA, CORRE! EU VOU FICAR BEM!

Vi ela sair correndo em disparada, David pulou a janela, vi ele correr em direção a um carro, merda! Sai pela janela e peguei o meu carro, segui o carro dele e fui atirando contra o mesmo, aquilo parecia uma verdadeira guerra, acelerei mais e ficamos um ao lado do outro, David deu uma pancada em meu carro o que fez o mesmo bater nas pedras que tinhas ao meu lado, meu carro já era! Peguei minha arma, fui mais esperto e atirei contra seu carro, quando vi, o vidro do carro estava cheio de sangue, e acabou caindo do barranco, vi uma explosão. Tentei frear meu carro, mais o freio não funcionava, quando vi meu carro estava caindo morro a baixo, acabei apagando de vez. Agora eu não sentia mais nada, e nem via, será que morrer é assim?

Jennet´s P.O.V.

-JENNET! –Alice veio correndo e me abraçou forte.
-ALICE, EU PENSEI QUE VOCÊ TINHA MORRIDO. –minhas lágrimas escorriam sem parar e aquela dor estava aumentando.
-Acredite se eu tivesse morrido você saberia. Está tudo bem?
-Não... –ponhei a mão sobre minha barriga, agora a dor já estava quase insuportável.
-O que foi?

Dei um grito agudo e cai de joelhos no chão, eu não sabia bem o que era aquela dor, mais era muito forte. Senti algo escorrendo em minhas pernas.

-ALICE! A MILEY... –eu estava sem forças, não sei nem como estava conseguindo gritar.
-CHRISTIAN, PORRA, ME AJUDA A PEGAR A JENNET! –Alice gritava desesperada, enquanto eu mal respirava direito.
-MAIS ELA ESTÁ DE SETE MESES, O BEBE IRÁ NASCER PREMATURO! –Chaz gritou.
-SE DEMORARMOS MAIS ELE PODE MORRER!

Todos saíram correndo em direção á vários carros, eu queria o Justin do meu lado, eu estava chorando e berrando de dor, me deitaram nos bancos de traz, eu só conseguia ouvir Alice gritando.

-PISA FUNDO NESSA MERDA, CARALHO!

Eu estava assustada, a vida da minha filha estava em jogo, eu não sabia onde estava o Justin, e aquilo só me apavorava mais ainda.

[...]

-SAIAM DA FRENTE! EMERGÊNCIA! –uma médica gritou enquanto me levava para a sala de parto, era agora ou nunca.

Eu não parava de chorar, eu queria alguém comigo, eu precisava de um apoio, decidi chamar a Alice, ela era, afinal, a pessoa em que eu mais confiava. Eu já estava pronta para dar a luz, os médicos falavam para eu fazer força, e eu empurrada com todas as forças que ainda me restavam, mesmo sendo prematura ela já estava grandinha, o que dificultava mais o parto. Eu ouvia Alice gritando cada coisa absurda, só faltava ela xingar, foi quando eu juntei todas as minhas forças, dei um grito agudo, em seguida ouvi um chorinho, meu corpo relaxou na cama e eu consegui ver aquela coisinha pequenina chorando.

-Miley... –sussurrei com um sorriso no rosto.

Eu estava recuperando meus sentidos, quando a médica veio com aquela coisinha minúscula e entregou nos meus braços, ela era a cara do Justin, na verdade era a cópia dele, sorri como nunca.

-Meu amorzinho, eu te amo. –beijei a testa dela e ela ficou quietinha.

E para variar, tinha que tirar foto, eu estava um horror, ou talvez não. Alice tirou a foto de mim e Miley, apenas nós duas, eu queria que o Justin estivesse aqui para ter visto.


[...]

-Alice, me dá a Miley, me deixa amamentar ela. –era o que eu mais queria fazer isso embora nunca tenha feito algo parecido.
-Toma, coisa chata. –ela estava toda emburrada, até parecia que a filha era dela.

O quarto em que eu estava era branco, aliás, tudo é branco nesse hospital. Tinha alguns desenhos nas paredes, era um tanto fofo. Deixei a Miley pegar no meu peito.

-Alice onde está o Justin? Eu quero que ele veja a nossa filinha.

Vi que ela abaixou a cabeça e eu vi que algumas lágrimas rolaram de seu rosto.

-Alice, o que...?
-O JUSTIN ESTÁ EM COMA IRREVERSÍVEL!


Preparadas?



02 maio 2014

Prohibited Love - Capítulo 28 - Scream Justin.

 Nada á declarar - Um certo alguém 
Quatro meses depois
Justin´s P.O.V.

Jennet estava com sete meses, com cinco meses descobrimos que ela estava grávida de uma garotinha, sim, nossa pequena Miley, foi uma briga para decidirmos o nome, por fim colocamos Miley. Eu ainda estava meio tenso por causa de David, principalmente agora, e se aquele filho da puta resolver aparecer agora? Eu sempre pedia para Jennet andar com seguranças, mais ela sempre andava com a Alice, então fui mais esperto, durante esses meses treinei Alice, a ensinei tudo o que eu sabia da vida de malandro, assim ela andaria com Jennet e a protegeria, contei tudo sobre David e de mim, nada pode falhar, com a Jennet grávida o perigo só pode aumentar. Apesar de toda a minha preocupação eu estava feliz, ver Jennet com aquela barriga enorme me fazia sorrir de orelha a orelha, ela sempre cismava que estava com fome, até antes mesmo de estar grávida, não sei como ela não engordava antes.

-Justin! Justin! –Jennet veio correndo chorando para mim, tratei de abraça-a.
-O que houve amor? –perguntei preocupado, retirei alguns fios de cabelo de seu rosto.
-Eu subi na balança hoje, eu engordei dois quilos! EU ENGORDEI JUSTIN! EU TO HORRÍVEL. –essa é minha realidade, ter que conviver com a Jennet grávida é um desafio.
-Amor, não chore você não está nada horrível, está linda! Maravilhosa! Olha sua barriguinha que linda, daqui dois meses a vai nascer nossa filha, nossa Miley, não chore. Quer deixar ela triste? –coloquei a mão na barriga dela.
-Verdade? E-eu estou bonita? –ela olhou em meus olhos contendo os soluços.
-Você está perfeita como sempre, não chore. –beijei sua testa.

Ela foi parando de chorar, ela estava mais sensível, eu tentava ser o mais carinhoso o possível perto dela, qualquer coisinha a Jennet chorava, se não chorava, gritava, surtava, ou me batia.

Grávida é coisa séria.

Deitei na cama, coloquei a Jennet em cima de mim, ela estava pesada mais eu agüentava, fiquei fazendo carinho na cabeça dela.

-Tudo bem amor?
-Está... –ela respondeu manhosa.

Sorri, senti algo, ou melhor, alguém me chutar.

-Miley... –ri pelo nariz.
-Ela te ama Justin. –Jennet se sentou do meu lado, coloquei minha mão em sua barriga, senti mais um pequeno chute.
-Oi princesa, papai está aqui, e eu te amo também. –beijei a barriga dela.
-Justin, eu to com desejo... –começou.
-O que você quer?
-Quero três pudins, um de chocolate, outro de coco e um de morango. –já deveria saber que ela envolveria pudim nessa história.
-O pudim acabou ontem amor, você comeu tudo.
-Então me dá a chave do carro, eu vou lá comprar.
-Você não vai sozinha de jeito nenhum, cadê a Alice? –peguei o telefone.
-Liga para ela por mim, eu quero andar mais um pouco com ela, porque daqui á alguns meses adeus sossego. Vou me trocar, estou horrível com essa roupa.

Liguei para Alice, ela iria chegar em alguns minutos, fiquei deitado vendo TV, mais eu não parava quieto sabendo que o perigo estava lá fora, ninguém poderia saber o que poderia rolar, e nem quando. Vi Jennet saindo do closet, ela estava com uma blusa mais larga e uma calça, ela usava uma sapatilha fechada, o médico á proibiu de andar com salto alto.

-Já vou indo amor. –ela se aproximou de mim e me deu um beijo.
-Tome cuidado, Alice já está lá embaixo te esperando.

Ela saiu correndo, ri do jeito que ela corria. Agora é rezar para que nada aconteça á ela.

[...]

-CARA CADÊ VOCÊ? –Chaz havia me ligado, ele estava nervoso.
-Abaixa o tom da voz, por favor, estou tentando por a mente em outro lugar.
-FODA-SE ONDE VOCÊ QUER COLOCAR SUA MENTE! SÓ ME OUÇA!

Estranhei o jeito dele, e agora nada de bom poderia vir.

Jennet´s P.O.V.

-Alice, deixe-me dirigir, eu estou grávida, não bêbada. –revirei os olhos, Alice era uma chata comigo, mais mesmo assim eu á amava.
-Não Jennet! Deixe de ser tonta, você pode provocar um acidente com essa sua barriga enorme ai.
-Você é uma idiota! Eu não vou provocar nenhum acidente! Deixe-me dirigir que merda!
-PELA ÚLTIMA VEZ! NÃO! Agora senta aí quieta! –bufei e sentei no banco do carona.

Apesar de eu e a Alice brigarmos, nunca conseguia mos ficar uma sem a outra, liguei o rádio e coloquei a música Outlaw, Alice era louca por aquela música, não demorou muito ela me olhou com cara de sacanagem.

-Sério? –ela perguntou sínica mais rindo.
-Você resiste. –dei um sorriso de vitória.
-Claro que resisto! –ela riu de volta.
-Ah, claro... Resiste sim... Não vai demorar muito, daqui a pouco já vai cantar feito uma louca.
-Espere e verá Jennet Mackenzie!

Fiquei observando ela, vi que ela batia seus dedos no volante ao ritmo da música, só estava de olho nela, foi quando estava perto do refrão.

-Um... Dois... Três...
-You´re an outlaw! You´re an outlaw! You´re an outlaw running from love! You´re an outlaw! You´re an outlaw! You´re an outlaw running from love!

Caí na risada, já deveria saber que ela não iria resistir e acabar cantando.

-Viu sua idiota! Não disse que iria cantar? –falei rindo da cara de Alice.
-Você queria o que? Esta música é contagiante! –ela havia mudado a música. Vagabunda! Bangerz.
-Você é uma vadia desgraçada!
-Não vai nem resistir...

Ignorei mais era verdade, já estava literalmente dançando, mais eu estava me segurando, mesmo sabendo que não iria agüentar. Havia chegado no refrão...

-I can strut that strut, that strut, that stuff, bangerz bangerz. I can strut that strut, that strut, that stuff, I can strut in my stuff, bangerz. I can strut that strut, that strut, that stuff, bangerz bangerz. I can strut that strut, that strut, that stuff, I can strut in my stuff, bangerz. Fucking bangerz!

Ouvi a risada de Alice, vadia do caralho.

-Você é uma idiota e infantil!
-Olha só quem diz! –debochou.
-Pisa fundo nessa merda de acelerador porque eu estou com fome, vagabunda do inferno!
-Segura ai! Lá vamos nós!

Nem vi, mais o velocímetro indicava que estávamos a mais de 100km/h, amo velocidade, mais essa até me espantou, coloquei Broken, uma música que o Justin fez quando estava desocupado.

-They try to break me, oh I cannot be broken I cannot be broken, oh oh. Oh I cannot be broken, I cannot be broken. They can´t take what´s mine. Someone like me is hard to find. Oh I cannot be broken. Like I knew you were hoping.

E foi assim até a cafeteria, cantando que nem duas malucas que acabaram de fugir do hospício. Desci do carro, Alice o trancou, sentamos em uma das mesas perto da janela, que era quase uma parede de tão enorme. Pedi pelo menos um pudim de chocolate e um café, Alice olhava para a janela e estava inquieta com suas mãos.

-Pare com isso que irritante! –reclamei.
-O que foi Jennet? –ela me olhou séria.
-O que foi? Eu que lhe pergunto! Você está estranha, está inquieta, pode me contar o que houve? –a garçonete colocou o café para nós duas e me entregou o pudim, dei o dinheiro á ela.
-Eu estou com um mau pressentimento Jennet, eu não estou muito segura.
-Segura? –olhei estranha e tomei um gole do café que estava muito quente.
-Eu não sei algo não está me cheirando bem. –vi Alice pegar uma arma de sua cintura e destravá-la, arregalei os olhos.
-Garota você é maluca? Abaixe essa arma! –falei meio desesperada, a única vez que vi Alice com uma arma foi no dia em que salvamos Justin de David.
-Jennet, confie em mim. Se abaixe no pé da mesa quando eu mandar ok?

Não falei nada, Alice olhava para os lados com aquela arma na mão, comecei a ficar assustada, foi quando vi dois homens levantarem sacando suas armas, imediatamente Alice se levantou e atirou contra os dois homens que correram para se protegerem.

-SE ABAIXE JENNET! AGORA! –Alice gritou desesperada.

Sem pensar duas vezes me abaixei no pé da mesa, coloquei as mãos sobre minha cabeça numa tentativa inútil de me proteger contra as balas. Eu só conseguia ouvir o estouro das armas a cada segundo, o medo tomava conta de mim, eu tentava proteger a Miley junto, mais era quase impossível, aquele lugar já estava todo esburacado por causa dos tiros, eu não sabia o que fazer, se gritava, corria ou ficava quieta ali no pé da mesa rezando para não ser acertada.

-JENNET! FOGE DAQUI AGORA! CORRE! –Alice acertou um dos caras que caiu no chão morto, aquilo iria virar um banho de sangue.
-NÃO VOU DEIXAR VOCÊ! –finalmente falei algo, mais algo inútil e desnecessário.
-DEIXE DE SER BURRA! CORRE!

Dei um grito e sai correndo dali, eu estava tão desesperada que quase passei da porta, corri para o nosso carro que estava meio longe, mais antes que eu pudesse abrir a porta do carro senti alguém me agarrar pelo braço.

-ME SOLTA! SOCORRO! –gritei o mais alto o possível.
-Cala a boca sua vadia, ou eu estouro sua maldita cabeça. –senti o cano de uma arma em minha cabeça, tratei de chorar nervosa.

Amarraram minha boca e minhas mãos e me jogaram dentro de uma vã preta, eu estava com tanto medo, eu não sabia o porquê disso tudo. Ouvi mais um tiro.

-SOLTEM ELA AGORA SEUS FILHOS DA PUTA! –Alice apareceu com duas armas na mão
-CALA A BOCA SUA VADIAZINHA! –os tiros começaram e vi que um acertou Alice que caiu no chão berrando de dor, arregalei os olhos e gritei de um jeito abafado ‘’ALICE!’’
-VAMOS LOGO CARLOS! O CHEFE NÃO VAI ESPERAR MUITO TEMPO! –um dos caras gritou e eu vi a porta da vã ser fechada.

Eu estava chorando desesperada, minha filha estava correndo perigo, e eu estava me perguntando o porquê disso, tudo o que eu estava fazendo era vivendo minha vida, porque um seqüestro assim? Como Alice já sabia que aquilo poderia acontecer? Porque só agora? Porque comigo? Tantas perguntas e nenhuma resposta. Senti um pano em meu nariz, o que me fez apagar de vez. Rapidamente eu vi a cena de mim e do Justin.

-Justin e se eu estiver em perigo? O que eu faço?

Ele deu um sorriso e disse calmamente.


-Grite Justin.

Continua? Para? Cancela?
Ah, como eu sou uma garota boazinha não é? Prohibited Love? 2 capítulos e The End! E depois One Life! o/ E uma surpresinha final: Estou pensando em fazer Prohibited Love 2 temporada haha Eu sei que não cheguei a 5 comentários no capítulo 27, mais eu quis postar... Já deu muito tempo sem postar também né? Preparadas? Uma dica: alguém morre :) Bye!