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31 julho 2013

Paraísos Artificiais - Último Capítulo - Artificial Paradises


Sheila’s P.O.V.

Como ele conseguia fazer piada bem quando as vidas de duas pessoas estavam em jogo? Justin era uma piada! Esse garoto ainda vai acabar parando num hospício. Ela ficou de cabeça baixa por um bom tempo, pensei que ele estava apenas cansado, mais eu vi que o sangue escorria pela sua boca que estava toda cortada e machucada. Aquela era a pior visão do mundo! Ver Justin machucado.

-Justin? –perguntei na esperança de que ele me respondesse.

Ele não se movia, simplesmente ficava assim, parado e de cabeça baixa, aquilo já estava me assustando, ele morreu? ELE NÃO PODE MORRER! NÃO AGORA!

-JUSTIN CARALHO! FALA ALGUMA COISA! PARA COM ISSO SEU IDIOTA, VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR LEMBRA? VOCÊ É MEU SEGURANÇA, E MEU AMIGO LEMBRA? VOCÊ VAI ME DEIXAR AGORA? –falei desesperada, as lágrimas já estavam aparecendo.

Ele não tinha reação, ele não podia morrer, não e não! Foi quando ouvi uma tosse muito fraca, mais muito fraca mesmo!

-Sheila... –a voz de Justin estava tão fraca que quase não se dava para ouvir, eu sabia que ele estava morrendo.
-Justin sua voz... –eu não conseguia falar, estava gaguejando, e as lágrimas deixaram minha vista embaçada.
-Eu nunca senti nada igual... Com nenhuma mulher, eu nunca senti um sentimento tão forte assim, você foi capaz de fazer algo que ninguém nunca fez. Você me deixou abobado todos os dias, me fez ver a vida de outra maneira. Está bem não sou bom com palavras mais eu sei que você virou minha vida de cabeça para baixo, e ninguém, nunca fez isso comigo. Você tem medo de baratas, e quando você dá aqueles seus gritinhos isso em faz rir, eu gosto do seu jeito de menina inocente, e também do seu lado mulher madura, e eu não quero que ninguém arranque isso de você, porque isso te faz especial, mais do que você já é. –cada palavra que saia da boca dele me emocionava, não acredito que mesmo morrendo ele ainda tem forças para falar tudo oq eu sente.
-Porque você tem que me contar isso agora? –ele manteve um sorriso em seu rosto. Por favor, Bieber, não ria, ninguém precisa do seu sorriso agora.
-Porque depois, será tarde de mais. –ele finalizou olhando para mim. Ele estava chorando, e com a voz totalmente fraca, dói tanto ver Justin machucado, parecia que meu mundo desabou ao ver ele todo roxo e ensangüentado.
-Justin? JUSTIN? Por favor, não me deixe! –as lágrimas já escorriam pelo meu rosto á tempos, eu não acredito que ele demorou tanto assim, para contar aquilo tudo para mim.
-Eu te amo. -finalizou Justin. Vi seu corpo tombar para o lado, ele estava morrendo.

Assim que o vi tombar, meu coração se quebrou. Eu sabia que ele não iria agüentar mais do que essa noite. Eu comecei a gritar seu nome feito uma idiota sabendo que ele não iria me responder mais. Eu estava toda amedrontada, eu não sabia o que fazia se gritava para me socorrerem ou se gritava para o Justin acordar. Foi quando Zack apareceu, ele já chegou me dando um forte tapa no rosto, acho que meu rosto até tinha cortado de tão forte que foi.

-CALA A BOCA SUA VADIA! –ele gritou todo nervoso, parecia estar se escondendo de alguém.
-OLHA O QUE VOCÊ FEZ! VOCÊ MATOU O JUSTIN! SEU CANÁLIA, FILHO DA PUTA! –gritei aos prantos.
-DIGA ADEUS PARA SEU NAMORADINHO ENTÃO SUA PUTA! POR QUE VOCÊ VAI PRO INFERNO COM ELE! –percebi ele apontar uma arma em minha direção, um frio na barriga me atingiu.
-MAIS QUE MERDA QUANTAS VEZES EU VOU TER QUE DIZER? ELE NÃO É MEU NAMORADO! E SE ESTÁ PENSANDO QUE ELE ERA EXTREMAMENTE DOCE E GENTIL COMIGO, PODE IR TIRANDO A CABEÇA DAS NUVENS! –gritei, e me senti estranha. Minha vida por um triz e eu gritando para sobreviver. –MAIS QUE MERDA! QUANDO VOCÊ ÍRA ENTENDER? JUSTIN É MAIS AMARGO QUE UM CHOCOLATE NEGRO, E MAIS FRIO QUE O GELO!
-Aposto que ele não te contou não é? –Zack abaixou a arma enquanto dava um sorriso falso.
-Me contar o que? –perguntei com ódio no olhar.
-Justin nem sempre foi um cara amargo e frio, houve um tempo em que ele era todo sorridente, fazia piada de tudo... Ele já se apaixonou! –aquelas palavras me deixaram de boca aberta, pensei que Justin nunca havia se apaixonado antes, ele é tão frio e amargo, quem iria querer um cara assim? Eu.
-Você só pode estar mentindo... Jamais eu vi Justin ser tão feliz assim! –falei confusa.
-Porque você não o conhecia aos quatorze anos! E nunca, jamais vai conhecer! –disse ele apontando novamente a arma para minha cabeça.
-Ele pode voltar atrás se ele quiser! –falei chorando.
-Ele nunca vai voltar a ser o mesmo desde que o seu último amor sofreu um grave acidente e acabou morrendo!

Então era por isso? Era por isso que Justin tinha medo de se apaixonar? Ele tinha medo de perder alguém de novo?

-O que?
-Sim Sheila! Justin já se apaixonou antes, Vanessa. Eles se conheceram no colégio, se tornaram amigos e depois rolou algo a mais. Foi quando Justin descobriu que estava apaixonado, pediu a garota em namoro na frente da escola toda, ele não teve medo de pagar o maior mico na frente da galera, ele simplesmente foi à dele. Mais esse relacionamento só começou bem, durou um ano, mais eles tiveram uma briga feia, ficaram longe um do outro. Vanessa queria aproveitar enquanto dava um tempo ao Justin, decidiu ir para o Canadá. Mais ela não chegaria nunca. O avião que ela havia pegado caiu no meio do caminho, apenas duas pessoas sobreviveram. Infelizmente Vanessa não foi nenhuma delas. –ele falava como se não tivesse sentimentos.

Fiquei pasma com essa história. Foi aí que percebi o quanto Justin ainda estava machucado com essa história. Por isso que ele sorria tão pouco, por isso estava com medo de falar para mim o que ele sentia. Ele quis falar apenas agora porque sabia que ele iria me perder. Ou não. Por isso o ‘depois pode ser tarde’, ele só não queria me perder antes de falar tudo o que estava encravado no coração dele.

-Como sabe disso tudo? –perguntei extremamente curiosa.
-Além de eu ter visto o acidente no jornal, Thomas era amigo de Justin, é claro que ele contou tudo ao seu amigo, foi quando os dois fizeram uma burrada tão grande que se tornaram rivais, e depois que Thomas virou meu agente, ele me contou essa história.
-VOCÊS SÃO DOIS CAPETAS NA TERRA! COMO TEVE CORAGEM DE ME CONTAR ISSO, E AINDA NEM ESPRESSAR UM SENTIMENTO SE QUER? –gritei indignada.
-Queridinha Vanessa foi minha ex-namorada! –assim que ele finalizou a frase, ele destravou sua arma, eu sabia que não sairia dali com vida, minha vida passou na frente dos meus olhos, lembrei de tudo, de quando eu era criança, até agora, o que eu enfrentei o que eu venci o que eu perdi tudo!

Ele estava apenas um momento para puxar o gatilho e a bala atravessar minha cabeça como um fogo que queima o papel. Quando fechei meus olhos ouvi um estrondo vindo da porta, quando abri meus olhos tive a visão de uma mulher que apontava sua arma diretamente para Zack. E com certeza os seguranças estavam todos mortos.

-Larga essa arma Zack! Eu sei que você não é capaz de atirar e matar sua própria enteada! –falou a garota loira que ainda apontava sua arma em direção a Zack.
-Ângela? Você é da CIA? –Zack falou com ódio e surpresa.
-Você não me reconhece! –ela estava com um sorriso de vitória em seu rosto. –Como vai Sheila?
-Como sabe meu nome?
-Seu padrasto não te contou? Eu fui uma das esposas dele, e esse cara é um baita de um canália!
-CALA A PORRA DA BOCA SE NÃO ESSA GAROTINHA AQUI JÁ ERA! –o senti pegar em um dos meus braços e me jogar ao lado de Justin que ainda estava descordado.
-A qual é eu já vi essa cena antes! –ela estava calma.
-EU MANDEI CALAR A BOCA PORRA! –ele apontava a arma em minha direção.
-Zack, me responda uma coisa! Você ainda me ama? –perguntou aquela loira.
-Você pode ver em meus olhos!

Eu me senti tão frágil quanto uma boneca de porcelana.

O mundo parecia tão pequeno agora.

E eu sabia que encontraria minha família lá em cima.

Foi quando eu senti um corpo se jogar na minha frente, o que foi isso?

-É a mim que você quer! Atire! –abri meus olhos e enxerguei Justin que estava se colocando na frente de uma bala por mim.
-Será um prazer! –falou Zack em seguida nos olhando.
-NÃO! –joguei Justin para o lado, e arregalei meus olhos ao ver aquela arma em minha direção, fechei meus olhos na hora.

Foi quando escutei um barulho de um tiro. Eu não sentia nada, e não ouvia mais nada. Será que era assim morrer? Você não sente nada? Você simplesmente escuta o tiro e já vai para o céu? Foi quando abri meus olhos, vi aquela garota morta no chão, ela estava com um tiro na cabeça, com certeza morreu na hora. Zack nos olhou com tanto ódio, que eu me assustei mais do que vendo a menina do ‘Exorcista’.

-ADEUS SEUS MERDAS!

Um segundo tiro, não senti nada, olhei para Justin que estava desacordado, mais não estava com nenhum ferimento de bala, quando olhei para o chão, Zack estava morto.

Morto.

-Adeus Zack Palvin!
-É isso aí Jaden! Matou o cara em! –um garoto loiro falou todo animado.
-POR FAVOR, AJUDEM O JUSTIN! ELE ESTÁ MORRENDO!

Foi quando reconheci Jolie, que veio e me soltou, ela graças a Deus estava bem. Ela me apresentou todos que estavam la dentro.

-Caralho velho! Justin ta gordo! –Chris reclamou assim que pegou ele no colo junto com Chaz.
-Você acha? –falou Chaz que estava quase sem fôlego.


Havia se passado mais de três meses depois daquele dia, Justin estava no hospital, mais já estava pronto para receber alta.

-Cara que inferno é ficar aqui! –reclamou Jaden que estava todo encolhido no sofá.
-Isso porque não foi você que teve que ficar por mais de três meses aqui! –Justin reclamou, ele só sabe reclamar, esse idiota perfeito.
-Justin cala a boca vai... –pedi de uma forma mais ‘educada’.
-Desculpe estão meu amor! –ele fez aquele biquinho irresistível dele.
-Ai desculpe meu amor! –Ryan imitou Justin com uma voz super fina.
-Depois reclama quando te chamam de veado! –Jaden falou todo sério.
-Credo gente, parecem crianças! –Jolie ficou toda brava no canto.
-Ta gente se acalme! –falei toda apressada.

Assim que terminei de falar a médica entrou, e todos se levantaram e foram para perto de Justin, o senti segurar minha mão. Quem diria que um cara frio e amargo como Justin poderia voltar a amar alguém? Amar alguém como eu?

-Podem relaxar gente, só vim avisar que Bieber já pode ir saltando para casa! –a médica falou extremamente simpática.
-Vai ir pulando feito uma gazela! –falou Chaz.
-Olha só quem diz! –falou Justin que já estava todo animado.

A médica nos deu licença e Justin se levantou daquela maca.

-Bela bunda Bieber! –Jolie riu ao notar que a roupa que Justin usava era aquelas de hospital.

Acho que fiquei vermelha de tanto segurar o riso com a vergonha de Justin. Ele estava me fazendo rir! Assim que saímos do hospital Justin se ajoelhou no chão.

-GLÓRIA A DEUS! AR PURO! EU TE AMO CHÃO! –ele se deitou naquele chão sujo, todas as pessoas que passavam olhavam para nós.
-Que vexame! –falei posicionando minha mão contra minha cabeça,
-Eu te amo porra! –ele me levantou no ar e me beijou. –Você é meu paraíso!
-E você não existe, é artificial Justin!

-Somos Paraísos Artificiais!

-O que? Você não existe mesmo garoto! Que fome...
-Mais ninguém aqui tem um centavo! –falou Ryan.

Justin me olhou, e pensamos a mesma coisa. Meu gângster perfeito. Ele entrou dentro da lanchonete e sacou uma arma.


-PASSA TUDO O QUE TIVER DE BOM PORQUE AQUI É PARAÍSOS ARTIFICIAIS!

28 junho 2013

Paraísos Artíficiais - Capítulo 10 - Fuck, Fuck and Fuck!


Capítulo surpresa, ignorem os erros ortográficos

Justin's P.O.V.


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14 junho 2013

Paraísos Artificiais - Capítulo 8 - I love... YOU.


Sheila’s P.O.V.

Ouvi o meu irritante despertador anunciar que já eram quase 11:00 horas. Ignorei aquela droga que não parava de apitar, foi quando perdi a paciência e dei um soco em cima do botão do meu despertador, o soco foi tão violento que ele chegou a cair. Ignorei! Cobri-me até a cabeça, o bom é que agora as cortinas estavam fechadas.

Fechadas?

Eu não me lembro de fechar as cortinas! Foi quando senti alguma coisa quente se encontrar junto ao meu corpo, foi tão estranho que senti uma corrente elétrica correndo por dentro de mim, passei minha mão ao meu lado e agarrei uma coisa fofa, era durinha e fofa de apertar, fiquei apertando sem ter a mínima idéia do que era. Foi quando ouvi uma voz rouca sussurrar no meu ouvido.

-Você gosta do meu bumbum? –senti um arrepio me atingir até o último fio de cabelo-

Foi quando abri meus olhos e enxerguei Justin que estava apenas de Box, olhei para minha mão, e vi que estava pegando em seu fofo bumbum. Cheguei a pensar besteira! Assustei-me e comecei a gritar e caí da cama. De novo!

-Tudo bem? De novo. –ele ainda estava deitado mais me olhava com seus olhos cor-de-mel-
-É pra alguém que pegou na bunda de seu segurança e já começou o daí caindo da cama, ta sim! –percebi que ele me olhava de forma maliciosa, deve ser por causa do baby doll curto que eu estava vestindo-
-Sheila, posso te perguntar uma coisa? –ele havia se levantado, e merda, olhei diretamente para seu membro que estava com sinal de vida-
-Pode. –ele esticou a mão me ajudando a levantar-
-Você é sonâmbula? –ele perguntou sorrindo tímido-
-Ás vezes eu tenho estes probleminhas de sono sabe... Ando pela casa, converso... E tudo isso dormindo. –falei rindo- Por quê?
-Você abriu a porta ontem á noite, entrou aqui dentro e se deitou comigo. –agora que eu percebi de que estava no quarto de Justin, puta merda-
-O que? Eu fiz isso? –perguntei envergonhada-
-Sim, mais tudo bem, não rolou nada, você só dormiu! –ele falou rápido antes que eu perguntasse alguma coisa-
-Eba! –falei em um tom nada animado-
-Queria o que? –ele perguntou como se fosse óbvio-
-Nada! –me espantei com sua pergunta-
-Agora me dê uma licença, por favor. –ele foi me empurrando para fora do quarto-
-Por quê? –perguntei meio curiosa-
-Vou tomar um banho. Ou prefere me ver pelado? –ele ameaçou abaixar sua cueca amarela-
-NÃO! –dei um grito tampando meus olhos- Eu saio! –imediatamente sai do quarto e fechei a porta-

Ele é maluco, ainda vai acabar me matando! Ri que nem uma boba. Caminhei até meu quarto que estava um horror, completamente bagunçado! Mais é hoje que eu arrumo tudo isso, não vou trabalhar porque estou de férias, AMÉM! Tomei um banho, não lavei o cabelo porque lavei ontem á noite, vesti uma regata lilás, um short jeans estilo rasgado azul, um all star cano alto preto, fiz um coque com alguns fios soltos, não passo maquiagem, odeio, dá muita espinha e minha pele já é uma droga, então não vou usar nada!

-Isso vai mudar agora! –falei comigo mesma fitando cada canto do meu quarto extremamente bagunçado-

Mãos á obra!


~*~

Amém! Pensei que essa bagunça nunca iria ter fim! Cheguei a suar, e o calor ainda, aumentou mais o suor.

-Obrigado senhor! –falei comigo mesma me apoiando no cabo da vassoura para descançar-
-Falando sozinha? –Justin abriu a porta bem devagar-
-É o que parece. –falei rindo e recuperando o fôlego perdido- Nunca fez isso? –perguntei curiosa-
-Eu não, sou uma pessoa normal! –ele estufou o peitoral para mostrar que é o macho da casa, não agüentei e ri-
-Normal do nível zero? –perguntei o encarando-
-Hey! Nem tão baixo assim, eu diria do nível três! –ele riu, assim como eu-

Parei de rir aos poucos e encarei os olhos de Justin, eles me hipnotizavam de uma hora pra outra, era completamente inevitável. E eu me sentia estranha isso já tem um mês, e essa coisa estranha sempre acontecia quando eu chegava perto do Justin, ou quando ele simplesmente me olhava. Era contra minha vontade.

-Para de me olhar que agonia! –quebrei o silencio da pior forma que achei e olhei para baixo-
-Não dá... –ele segurou no meu queixo me fazendo olhar novamente para ele-... Você é tão perfeita! –aposto que me avermelhei na hora-

Ele segurou em minha nuca e se aproximou mais, nossas bocas se encontravam á alguns centímetros agora.

-Justin... –sussurrei perto de sua boca fechando meus olhos-
-Sheila... –ele sussurrou em forma de resposta e em seguida selando nossos lábios-

Não acredito que fiz isso, eu beijei o Justin, meu segurança, e agora nem sei se posso chamá-lo de segurança agora. Eu não consigo definir esse beijo, era calmo e cheio de sintonia, nossas línguas pareciam dançar no ritmo do beijo, senti um gostinho de menta bem refrescante invadir minha boca, senti ele aprofundar mais o beijo enquanto eu puxava levemente seu cabelo. Paramos o beijo com selinhos.

-Porque fez isso? –perguntei olhando diretamente nos olhos de Justin-
-Porque eu sei que você queria tanto quanto eu. –ele me beijou mais uma vez-

Entreguei-me para ele novamente, mais parei o beijo antes que desce problemas.

-PARA! –falei histérica empurrando ele para longe-
-QUAL O SEU PROBLEMA PORRA? –ele gritou vermelho de raiva-
-MEU PROBLEMA É VOCÊ! –gritei em seguida posicionando minha mão contra minha testa- Olha esse beijo, não deveria acontecer... –percebi que escorreu uma lágrima do meu olho-
-Mais aconteceu Sheila, e não podemos negar que... –ele parou e segurou minha mão-
-Eu amo... VOCÊ. –falamos juntos-

Foi completamente estranho, coloquei minhas mãos em meu rosto e me pus a chorar. Corri imediatamente até meu quarto onde me derramei em lágrimas, isso não deveria ter acontecido em hipótese alguma!

Justin’s P.O.V.

Como eu posso ser tão idiota? Não deveria ter acontecido aquilo, eu fui um tolo completo, ainda bem que ela não descobriu meu segredo, mais agora isso não importa tanto! Peguei a chave do meu carro e sai em alta velocidade pelas ruas, até chegar a um prédio abandonado, a placa dizia ‘’condenado’’ mais eu tava pouco me fodendo para um aviso qualquer! Quebrei aquela placa e entrei no prédio, sentei-me em um sofá velho e totalmente empoeirado que havia lá, tentei me acalmar mais não adiantou droga nenhuma! Sai quebrando tudo o que me vinha pela frente, peguei um tijolo e joguei em um pilar que sobrou apenas os arames enferrujados que seguravam o pilar. Havia uma janela inteira do outro lado do cômodo, corri e a quebrei com um soco, minhas mãos estavam encharcadas de sangue. Nem liguei, o que me importava agora era descarregar minha raiva de qualquer forma que eu encontrasse. Peguei uma taboa de madeira, nem percebi e acabei furando minha mão por conta de um prego que havia ali, ignorei. Segurei a outra ponta e quebrei outro pilar velho e frágil, peguei um pedaço de concreto e joguei em uma madeira velha que segurava alguma coisa. Assim que ela se quebrou a estrutura começou a ranger e balançar, não havia saída dali, estava tudo desmoronando foi quando ouvi a voz da Sheila.

-JUSTIN! SAI DAÍ AGORA! –ela gritava de algum canto do cômodo, mais eu não conseguia vê-la em lugar algum essa voz parecia vir de dentro da minha cabeça, fiquei angustiado com isso, era horrível, pareciam ser fantasmas ou talvez anjos me avisando de alguma coisa, ou de alguém-
-CADE VOCÊ? SHEILA! RESPONDA-ME! –gritei de volta, mesmo assim eu ainda estava espantado com a voz. Foi quando vi concretos caindo em cima de mim, me provocando uma tremenda e insuportável dor que eu não conseguira descrever-

~*~

Senti um peso sobre meus olhos, pareciam ter sido vendados por alguém, e minha boca estava com alguma coisa desagradável, e senti que recebia ar de algum modo. Quando tentei abrir meus olhos mais uma dor invadiu minha cabeça me fazendo desistir de enxergar. Era a sensação mais horrível que senti mesmo depois daquela pancada que levei á não sei quanto tempo, senti como se tivesse acordado de um sono que durou por cem anos. Meus olhos estavam inchados e pareciam estar roxos. Decidi superar essa dor que agora diminuiu, mais muito pouco. Consegui abrir acho que um milímetro dos meus olhos fazendo entrar um clarão horrendo em minhas pupilas que se irritaram facilmente. Quando consegui abrir o máximo que pude, notei de que estava dentro de um hospital, e consegui avistar uma garota de cabeça baixa, com cabelo castanho escuro e um rabo de cavalo bem no alto de sua cabeça, com as pontas roxas. Reconheceria esse cabelo em qualquer lugar do mundo.  Não acreditei no que meus olhos transmitiram ao meu cérebro, Sheila estava ali, sentada ao meu lado. Notei que meus braços estavam completamente machucados, e com curativos, pude ouvir logo em seguida o barulho da máquina cardíaca, mais que droga de som irritante. Notei que meus olhos se encontravam mais abertos e ouvi Sheila rezar bem baixinho ao meu lado.

-Deus, rezo para que ajude a curar totalmente o Justin, porque, eu sei, eu sinto que ele possa fazer, agora, parte da minha vida, não quero que nada de ruim aconteça com ele. Só o Senhor sabe o quanto ele é importante para mim... e por isso peço-lhe que ajude ele a se curar o mais rápido o possível porque...-ela suspirava e chorava muito, parecia estar desesperada e totalmente sem rumo-... Eu acho que o amo! –ela agora expulsava as lágrimas para fora, que pareciam descer sem cessar. Eu queria agarrar aquele maldito cano da minha boca de falar algo para ela, foi quando senti apertar minha mão de leve. Apertei como resposta que eu a ouvi-

Ela parou e olhou para cima, seu rosto estava completamente vermelho e inchado, ela também estava mais magra do que de costume, parecia que não comera há semanas, e sua aparência me deixou apavorado, ela parecia um fantasma de filme de terror. Sem ofensas.

-Justin! –ela veio e me deu um abraço caloroso, isso chegou a ficar estranho agora. Ela não parava de chorar um segundo se quer e ela não me soltava nem por um momento-

Consegui agarrar o cabo do tubo e arrancá-lo da minha boca, me permitindo falar com ela.

-Eu ouvi tudo o que você disse... –minha voz saia fraca, ela me apertou mais-... E quer saber? Acho que... Eu também te amo.





+2 comentários

Gente, cadê minhas leitoras? Estou pensando seriamente em desistir do blog, por que ninguém está colaborando, se vocês pudessem pelo menos divulgar o blog, eu poderia continuar mais rápido, ninguém me abandonaria, eu poderia postar mais rápido e vocês poderiam ler mais rápido e mais histórias estão por vir... é só me ajudarem por favor! Se isso continuar assim vou ter que excluir o blog... por favor me ajudem!

28 maio 2013

Paraísos Artificiais - Capítulo 7 - Give me a chance please.



Sheila’s P.O.V.

Intrigante. Justin era meu segurança, mais eu sentia algo á mais, não como amigo. Todos os dias, eu tinha vontade de ficar em meu apartamento, sentia minhas mãos suadas, meu coração acelerado, quase todo o tempo, meus lábios molhados. Mais do que o normal. Meu sangue fervia dentro de mim como se eu estivesse pegando fogo, ardendo por dentro. É uma sensação estranha de mais. Era quase paranormal.

Justin estava no mercado, já havia passado quase um mês que ele é meu segurança, ele já era um amigo fiel. Confiava nele em qualquer coisa, até nos meus segredos mais profundos ele poderia saber, mais eu não irei contar o meu segredo, vamos dizer, amedrontador.

Era quase 16:40 e Justin ainda não havia chegado com meus pães, meu refrigerante, meu pote de sorvete e meu bolo de morango. É! Tudo MEU! Resolvi ligar para ele

-Alô?  -ele respondeu com uma voz divinamente suave e sexy-
-Justin? –perguntei tentado manter a calma ouvindo sua voz ao telefone-
-Eu, que é? –a voz dele saiu mais rouca que nunca-
-Cadê meu lanche poxa? –perguntei manhosa-
-Credo, só sabe comer? Vai ficar gorda! –ele soltou a voz mais fina, me fazendo gargalhar- O que foi? Qual é a graça? –ele perguntou, parece, já sabendo que eu ri de sua voz fina-
 -Sua voz idiota! –percebi que comecei a chorar de tanto rir-
-Tontona! –ele reclamou agora com sua voz grossa, o que me fez para de rir na hora- Já estou indo sua gulosa! –ele finalizou, sem seguia encerrando a chamada sem ao menos eu poder dizer um mero ‘tchau’, odeio isso-

O que me intrigou foi o barulho de fundo.

Não se ouvia absolutamente NADA!

Onde alguém poderia estar para não ouvir nem pelo menos a conversa das pessoas na padaria. E eu não vou negar quase todas as padarias daqui são super barulhentas, dá até agonia ficar dentro de qualquer padaria daqui.
Assim que ele chegou, olhei-o com uma cara dizendo tipo: ‘não ta vendo que eu to com fome?´ ou ‘meu estômago está roncando, não poderia ter chegado ás 15:00 seu idiota!?’

-Não precisa me matar! –ele mal tinha atravessado a porta e já estava implorando para que eu não o matasse-
-Não se preocupe o importante agora é que eu mate minha fome! –tentei agarrar a sacola da mão dele, mais o safado a ergueu mais para cima-
-Vem pegar então! –ele saiu correndo com a sacola, que estava cheia de pães doces, sonhos recheados, duas latinhas de coca-cola e mais alguns petiscos-
-Justin! VOLTA AQUI CARALHO! –sai correndo furiosa atrás dele, que havia sumido. Aposto que está escondido em alguém dos cômodos pequenos-

Procurei de baixo da cama, nada. Atrás das portas, nada. Dentro do guarda-roupa, nada. Espertinho! Cheguei a procurar dentro da banheira que havia no banheiro, nada!

-Pode sair seu tonto! –falei desistindo daquela caçada inútil-

Justin’s P.O.V.

Sou foda, pode falar! Ela nem sabe olhar para cima! Estava escondida em cima do guarda-roupa, ela passou raspando! Esqueci de mencionar que não estava usando aquele terno sem graça de antes, agora estava usando um colete jeans, meio desbotado, uma camisa branca, uma calça, também jeans, no estilo rasgado, azul claro e um supras amarelo vivo. Estava tudo SWAG!

-JUSTIN APARECE SEU VEADO! –ela não agüentava ficar um minuto sem falar mal de mim. Era isso o que me fazia dar risada-

Ignorei, queria que ela sofresse mais um pouquinho. É sou mau!

-APARECE SE VOCÊ FOR HOMEM, DROGA! –agora a porra ficou séria-
-Ta bem sua chata! –falei em seguida descendo silenciosamente de cima do guarda-roupa, estava preparando para dar um susto nela-

Caminhei vagarosamente até Sheila que estava virada de costas, quando cheguei bem perto dela, dei o mais alto grito que pude.

-SHEILA! –ela chegou a ficar arrepiada. Ela foi para no chão do susto que ela levou, e eu não conseguia conter o meu riso. Chegava a soltar meleca do nariz-
-SEU IDIOTA DO CACETE! –ela estava paralisada no chão, mais ainda assim conseguia gritar comigo- SEU EU MORRESSE DE INFARTO AQUI, VOCÊ IRIA PAGAR O ENTERRO! –eu nem sequer escutava porra de nada, meu riso era mais alto-
-Você acha mesmo? –caí no chão ainda rindo, quase sem ar-
-PALHAÇO! –ela agora se levantava, mais muito devagar, e eu já recuperava meu fôlego- Agora dá minha sacola! –ela já estava sem pé, mais com as pernas bambeando-
-Não! –arrisquei minha vida agora dizendo em não bem seco á ela-
-CARALHO DÁ AQUI! –ela já estava vermelha de raiva-
-Dá você para mim! –puta que pariu Justin!-
-VAI TOMAR NO CÚ! –ela pulou em cima de mim, conseguindo me derrubar no chão e agarrando a sacola da minha mão-
-Caralho Sheila! –reclamei ao notar que ela havia sujado minha roupa- Minha blusa!
-Caralho digo eu, que já estou morta de fome já faz quase três horas! –ela rasgou a sacola já mordendo um grande pedaço do sonho- E sua roupa você lava!

Mais o que aconteceu aqui afinal? Uma luta de UFC? E eu perdi para uma garota! UMA GAROTA JUSTIN! Cheguei a ficar meio abobado com isso. Levantei do chão me ajeitando, droga meu cabelo! Antes estava uma beleza, agora parece uma espiga de milho! Fui até o banheiro e acho que passei mais de cinco minutos só arrumando o cabelo, estava um cú!

-JUSTIN! –ouvi ela me chamar, é duro ser segurança de uma pirralha virgenzinha-
-QUE FOI? –falei quase berrando-
-ACABOU O CHOCOLATE! PODE BUSCAR MAIS? –me deu uma raiva desgraçada agora, deu vontade de falar na cara dela ‘vai você sua vagabunda’, a mais se eu pudesse falar mal dela, falaria umas boas verdades na cara -
-Ta bem! –dei o toque final no meu cabelo que já estava todo arrumado-

Acabei de voltar da padaria e ela não falou nada antes! QUE PORRA! Desci, acho que estava vermelho de raiva, mais tentei me controlar.

Puta que pariu!

Sheila é você mesma? Ela estava mudada, com o cabelo preso, formando um coque com alguns fios soltos. Ela usava uma regata branca, um short jeans azul e rasgado, estilo boyfriend. Parei um momento e acho que viajei para outra galáxia.

-Justin, você está bem? –puta merda, esqueci do mundo-
-Claro, está tudo bem! –respondi disfarçando-
-Você vai buscar o chocolate? Queria fazer um bolo de cenoura e... Para mim bolo de cenoura, não é bolo de cenoura sem o chocolate derretido em cima. –ela falava devagar, e parecia meio tímida, e manhosa também-
-Por mais estranho que pareça... Eu também acho isso... O principal em um bolo de cenoura é o chocolate. E claro, eu posso ir buscar. Você vai ficar bem? –tentei ser mais sincero o possível depois dessa viagem minha-
 Vi que ela deu um sorriso inocente, e pegou alguns ingredientes na geladeira. Com certeza eram para o bolo. De repente senti minha cabeça ficar meio rodada, meu estomago se encolher, mais não era de mal-estar ou algo assim, era outra coisa que eu não sei bem o que era. Nunca na minha vida senti algo parecido. Peguei meu carro, e sem pressa, fui até o mercado, pelo menos estava vestido com uma pessoa descente, é meio idiota alguém vestido formalmente entrando em um mercado e comprar alguma coisa. Dava até arrepios!

~*~

Voltei á casa de Sheila, acho que comprei algumas coisas á mais do que apenas uma barra de chocolate. Pode falar, sou exagerado!

-Eita Justin! Eu só queria uma barra de chocolate, e não o mercado inteiro! –ela estava sorrindo feito uma boba-
-Desculpe senhorita economista! –falei irônico-
-Me ajuda aqui? –caramba o que ela está pensando? Que sou um cozinheiro de primeira?-
-No que? Vou logo avisando que eu não sou nenhum mestre-cuca, e que eu posso incendiar a casa! –falei tentando me livrar da futura bagunça-
-Por favor! –ela pediu muito manhosa-
-Porque você sempre convence alguém á fazer o que você quer? –falei sem graça-
-É um dom, e que poucos possuem! –ela falou com um tom de humor na voz- E aí vai me ajudar?
-Sério? Você vai se arrepender! –falei brincando-
-Ai meu Deus! É só pra me ajudar a derreter o chocolate besta! –ela me deu um tapinha nas costas e me entregou a barra de chocolate-
-E como se derrete isso? –perguntei olhando para aquela barra que não era muito grande-
-Pega uma vasilha, pega uma de vidro mesmo, quebra o chocolate, coloca dentro da vasilha, e depois esquenta uma água na panela, quando estiver saindo vapor você coloca o vidro em cima da panela, o calor vai fazer o chocolate derreter. –nossa, é capaz de eu colocar fogo na cozinha ainda!-
-Isso tudo é para derreter o chocolate ou é para montar uma geladeira? –falei gargalhando-
-Para de falar Justin! –ela estava rindo junto- Você não cala a boca nunca? –ela deu mais risada-
-É que poucos conhecem o dom de calar a boca! –falei quebrando o chocolate em pedaços pequenos-

Depois que fazer todas aquelas instruções, e ainda quase botar fogo na casa, fizemos o bolo que tenho que admitir, ficou ótimo!

-Você não presta mesmo na cozinha em Justin! –ela ria e comia ao mesmo tempo-
-Eu te falei! –comi mais um enorme pedaço de bolo-

Liguei a TV, onde estava em um canal de filmes românticos. Por um momento me veio uma pergunta na cabeça, que eu precisava perguntar á ela! Não sei o porquê.

-Sheila, posso te perguntar uma coisa? –fui cauteloso com isso-
-Claro! –ela respondeu simpática, coisa que é raro nela-
-Você já pensou, é... –eu não conseguia dizer aquilo- namorar comigo?
-Espera o que você quer dizer com isso? –ela estranhou um pouco-
-É só uma hipótese! –puta que pariu Justin! Mandou mal-
-Bem, neste caso... –engoli um seco- não que eu já pensei assim em uma coisa séria em que pode acontecer um dia, mais tipo, agente ficando, meio a meio. Amizade colorida! –ela estava embolando as palavras- Mais porque quer saber?
-Nada não. Bobagem minha! –droga!-
-Já esqueci! –ela falou se direcionando a cozinha-
-Mais pelo menos, me daria uma chance? –que bosta Justin, cala a boca!-

Ela olhou para baixo e não respondeu nada, fiquei abobado.

-Me dê uma chance, por favor. –falei num tom de melodia-

Ela seguiu em direção á cozinha, sem dizer nada, fiquei confuso. Porque eu perguntei aquilo? E porque ela não me respondeu nada? Fui até o quarto onde, agora, eu dormia e me espatifei na cama, arranquei minha calça e minha blusa, estava um calor desgraçado, fiquei apenas de Box, e acabei dormindo.

~*~

Era quase 05:00 da manhã, quando ouvi a porta abrindo, percebi que era Sheila.

Merda!


Ela é sonâmbula, ela caminhou para perto de mim e se deitou do meu lado, senti ela me abraçar e apertar um dos meus braços, em seguida colocando uma das pernas em cima da minha. Automaticamente abracei ela pela cintura, e dormimos assim. Juntos!


+3 comentários!

Bom vi minhas leitoras no twitter e que pediram para continuar o blog, desculpem a demora mais, pelo menos eu postei, não ficou grande mais é melhor do que nada. Ganhei mais leitoras né? haha Comentem aí, que eu continuo rapidinho! E mais uns avisos. O trailer da nova fic já está pronto, vejam: